BOAS VINDAS

Eu tenho uma espécie de dever,de dever sonhar

de sonhar sempre,

pois sendo mais do que

um espectador de mim mesmo,

Eu tenho que ter o melhor espatáculo que posso.

Fernando Pessoa

"Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos." Pitágoras

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

domingo, 13 de outubro de 2013

DOENÇA DE WILSOM Penicilamina, Trientina, Acetato de Zinco A doença de Wilson (DW) é uma doença genética que produz um defeito no metabolismo do cobre. Foi descrita pela primeira vez por Kinnear Wilson em 1912. Caracteriza-se por ter uma herança autossômica recessiva, sendo o gene envolvido o ATP7B, situado no braço longo do cromossoma 13. Aproximadamente 1 em 30.000 indivíduos são homozigotos para essa doença, sendo que os heterozigotos não a desenvolvem e não precisam ser tratados. O gene ATP7B está contido em uma área do DNA de aproximadamente 80 kb, contém 22 éxons transcritos em um RNA mensageiro de aproximadamente 7,8 kb que tem alta expressão no fígado. Diversos tipos de mutações nesse gene podem causar a DW1. A absorção de cobre proveniente da dieta excede as quantidades diárias necessárias. Sua excreção pelos hepatócitos na bile é essencial para a manutenção da homeostase deste metal. Aparentemente o produto do gene ATP7B está presente no aparato de Golgi e é fundamental para o transporte do cobre através das membranas das organelas intracelulares. A ausência ou função diminuída do ATP7B reduz a excreção hepática de cobre e causa o acúmulo deste metal na DW1. A ceruloplasmina é uma glicoproteína sintetizada no fígado que contém 6 átomos de cobre por molécula. O defeito no transporte intra-celular de cobre leva a uma diminuição na incorporação de cobre na ceruloplasmina. Acredita-se que a ausência de cobre na ceruloplasmina deixe a molécula menos estável, sendo o motivo pelo qual o nível circulante de ceruloplasmina nos pacientes com doença de Wilson está diminuído. Quando a capacidade de acúmulo de cobre no fígado é excedida ou quando há dano hepatocelular, há a liberação de cobre na circulação e o nível de cobre sérico não ligado à ceruloplasmina torna-se elevado. O cobre circulante deposita-se em tecidos extra-hepáticos, e um dos principais locais para a sua deposição é o cérebro, causando dano neuronal e sendo responsável pelas manifestações neurológicas e psiquiátricas da DW. As manifestações clínicas da DW devem-se, principalmente, ao acometimento hepático e do sistema nervoso central1, sendo extremamente variáveis. Sem tratamento, a doença evolui para insuficiência hepática, doença neuropsiquiátrica, falência hepática e morte. As manifestações hepáticas podem variar de um quadro assintomático até casos com cirrose descompensada. Alguns indivíduos podem se apresentar com hepatite fulminante. As manifestações clínicas do sistema nervoso central podem, em alguns casos, ser a forma de apresentação da doença. Os sinais e sintomas mais freqüentes são anormalidades motoras similares às da doença de Parkinson, incluindo distonia, hipertonia, rigidez, tremores e disartria. Em até 20% dos casos, os pacientes podem ter sintomas exclusivamente psiquiátricos, sendo estes muito variáveis e incluindo depressão, fobias, comportamento compulsivo, agressivo ou anti-social. A DW também pode causar dano renal (nefrocalcinose, hematúria, aminoacidúria), hemólise, hipoparatireoidismo, artrite, artralgias, osteoartrose, cardiomiopatia e arritmias. A DW deve ser especialmente considerada em pacientes jovens com sintomas extrapiramidais, em pacientes com doença psiquiátrica atípica e naqueles com hemólise inexplicada ou manifestações de doença hepática sem outra causa aparente1. O diagnóstico é feito pela soma dos achados clínicos e laboratoriais. São indicativos da doença, além dos sinais e sintomas expostos acima, a presença de anéis de Kayser-Fleisher na córnea, ceruloplasmina sérica baixa, concentração hepática de cobre elevada e excreção urinária de cobre elevada. As opções para o tratamento são farmacológicas e o transplante hepático. Também se deve seguir dieta com baixa quantidade de cobre, principalmente nas fases iniciais da doença. Os alimentos com quantidade mais elevada de cobre são os frutos do mar, chocolate, amêndoas, café, feijão, fígado, cogumelos e soja3. Contudo, a dieta isoladamente nunca é suficiente para o tratamento. O transplante deve ser reservado para pacientes com doença hepática terminal ou fulminante. O tratamento farmacológico é baseado em quelantes e sais de zinco. Os quelantes são a penicilamina, a trientina e o tetratiomolibdato, que agem removendo e detoxificando o cobre intra e extracelular, sendo que a maior experiência de uso é com a penicilamina. O tetratiomolibdato ainda não foi incorporado à prática clínica. Os sais de zinco agem diminuindo a absorção intestinal de cobre. Normalmente o tratamento é iniciado com os quelantes que são usados, associados ou não aos sais de zinco, na remoção do excesso de cobre depositado. Alguns autores recomendam que, após a remoção pelos quelantes do excesso de cobre depositado, os sais de zinco poderiam ser utilizados em monoterapia para prevenir o reacúmulo de cobre. Contudo essa conduta não é uniforme, pois existem relatos na literatura de casos de piora neurológica e também de descompensação hepática progressiva refratária à reinstituição do tratamento causadas pela interrupção dos quelantes. Fonte:http://dtr2001.saude.gov.br/sas/dsra/protocolos/do_d13_00.htm

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

redes sociais como ferramenta na educação...

Como usar as redes sociais a favor da aprendizagem Conheça a melhor forma de se relacionar com a turma nas redes sociais e saiba como o Facebook, o Orkut ou o Twitter podem ser aliados do processo de aprendizagem Daniele Pechi (daniele.paula@fvc.org.br) (Achei interessante e resolvi compartilhar, o texto não é meu,apenas copiei para ajudar outras colegas...) Você sabe quantos de seus alunos possuem perfis no Orkut, noFacebook ou no Google +? Já experimentou fazer uso dessas redes sociais para disponibilizar materiais de apoio ou promover discussões online? Cada vez mais cedo, as redes sociais passam a fazer parte do cotidiano dos alunos e essa é uma realidade imutável. Mais do que entreter, as redes podem se tornar ferramentas de interação valiosas para auxiliar no seu trabalho em sala de aula, desde que bem utilizadas. "O contato com os estudantes na internet ajuda o professor a conhecê-los melhor", afirma Betina von Staa, pesquisadora da divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática. "Quando o professor sabe quais são os interesses dos jovens para os quais dá aulas, ele prepara aulas mais focadas e interessantes, que facilitam a aprendizagem", diz. Se você optou por se relacionar com os alunos nas redes, já deve ter esbarrado em uma questão delicada: qual o limite da interação? O professor deve ou não criar um perfil profissional para se comunicar com os alunos? "Essa separação não existe no mundo real, o professor não deixa de ser professor fora de sala, por isso, não faz sentido ele ter dois perfis (um profissional e outro pessoal)", afirma Betina. "Os alunos querem ver os professores como eles são nas redes sociais". • Leia mais sobre Planejamento na sala de aula Mas, é evidente que em uma rede social o professor não pode agir como se estivesse em um grupo de amigos íntimos. "O que não se pode perder de vista é o fato de que, nas redes sociais, o professor está se expondo para o mundo", afirma Maiko Spiess, sociólogo e pesquisador do Grupo de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Ele tem que se dar conta de que está em um espaço público frequentado por seus alunos". Por isso, no mundo virtual, os professores precisam continuar dando bons exemplos e devem se policiar para não comprometerem suas imagens perante os alunos. Os cuidados são de naturezas diversas, desde não cometer erros de ortografia até não colocar fotos comprometedoras nos álbuns. "O mais importante é fazer com que os professores se lembrem de que não existe tecnologia impermeável, mas comportamentos adequados nas redes", destaca Betina von Staa. A seguir, listamos cinco formas de usar as redes sociais como aliada da aprendizagem e alguns cuidados a serem tomados: 1. Faça a mediação de grupos de estudo Convidar os alunos de séries diferentes para participarem de grupos de estudo nas redes - separados por turma ou por escolas em que você dá aulas -, pode ajudá-lo a diagnosticar as dúvidas e os assuntos de interesse dos estudantes que podem ser trabalhados em sala de aula, de acordo com os conteúdos curriculares já planejados para cada série. Os grupos no Facebook ou as comunidades do Orkut podem ser concebidos como espaços de troca de informações entre professor e estudantes, mas lembre-se: você é o mediador das discussões propostas e tem o papel de orientar os alunos. Todos os participantes do grupo podem fazer uso do espaço para indicar links interessantes ou páginas de instituições que podem ajudar em seus estudos. "A colaboração entre os alunos proporciona o aprendizado fora de sala de aula e contribui para a construção conjunta do conhecimento" explica Spiess. 2. Disponibilize conteúdos extras para os alunos As redes sociais são bons espaços para compartilhar com os alunos materiais multimídia, notícias de jornais e revistas, vídeos, músicas, trechos de filmes ou de peças de teatro que envolvam assuntos trabalhados em sala, de maneira complementar. "Os alunos passam muitas horas nas redes sociais, por isso, é mais fácil eles pararem para ver conteúdos compartilhados pelo professor no ambiente virtual", diz Spiess. Esses recursos de apoio podem ser disponibilizados para os alunos nos grupos ou nos perfis sociais, mas não devem estar disponíveis apenas no Facebook ou no Orkut, porque alguns estudantes podem não fazer parte de nenhuma dessas redes. Para compartilhar materiais de apoio e exercícios sobre os conteúdos trabalhados em sala, é melhor utilizar espaços virtuais mais adequados, como a intranet da escola, o blog da turma ou do próprio professor. 3. Promova discussões e compartilhe bons exemplos Aproveitar o tempo que os alunos passam na internet para promover debates interessantes sobre temas do cotidiano ajuda os alunos a desenvolverem o senso crítico e incentiva os mais tímidos a manifestarem suas opiniões. Instigue os estudantes a se manifestarem, propondo perguntas com base em notícias vistas nas redes, por exemplo. Essa pode ser uma boa forma de mantê-los em dia com as atualidades, sempre cobradas nos vestibulares. 4. Elabore um calendário de eventos No Facebook, por meio de ferramentas como "Meu Calendário" e "Eventos", você pode recomendar à sua turma uma visita a uma exposição, a ida a uma peça de teatro ou ao cinema. Esses calendários das redes sociais também são utilizados para lembrar os alunos sobre as entregas de trabalhos e datas de avalições. Porém, vale lembrar: eles não podem ser a única fonte de informação sobre os eventos que acontecem na escola, em dias letivos. 5. Organize um chat para tirar dúvidas Com alguns dias de antecedência, combine um horário com os alunos para tirar dúvidas sobre os conteúdos ministrados em sala de aula. Você pode usar os chats do Facebook, do Google Talk, do MSN ou até mesmo organizar uma Twitcam para conversar com a turma - mas essa não pode ser a única forma de auxiliá-los nas questões que ainda não compreenderam. A grande vantagem de fazer um chat para tirar dúvidas online é a facilidade de reunir os alunos em um mesmo lugar sem que haja a necessidade do deslocamento físico. "Assim que o tira dúvidas acaba, os alunos já podem voltar a estudar o conteúdo que estava sendo trabalhado", explica Spiess. Cuidados a serem tomados nas redes - Estabeleça previamente as regras do jogo Nos grupos abertos na internet, não se costuma publicar um documento oficial com regras a serem seguidas pelos participantes. Este "código de conduta" geralmente é colocado na descrição dos próprios grupos. "Conforme as interações forem acontecendo, as regras podem ser alteradas", diz Spiess. "Além disso, começam a surgir lideranças dentro dos próprios grupos, que colaboram com os professores na gestão das comunidades". Com o tempo, os próprios usuários vão condenar os comportamentos que considerarem inadequados, como alunos que fazem comentários que não são relativos ao que está sendo discutidos ou spams. - Não exclua os alunos que estão fora das redes sociais Os conteúdos obrigatórios - como os exercícios que serão trabalhados em sala e alguns textos da bibliografia da disciplina - não podem estar apenas nas redes sociais (até mesmo porque legalmente, apenas pessoas com mais de 18 anos podem ter perfis na maioria das redes). "Os alunos que passam muito tempo conectados podem se utilizar desse álibi para convencer seus pais de que estão nas redes sociais porque seu professor pediu", alerta Betina. A mesma regra vale para as aulas de reforço. A melhor solução para esses casos é o professor fazer um blog e disponibilizar os materiais didáticos nele ou ainda publicá-los na intranet da escola para os alunos conseguirem acessar o conteúdo recomendado por meio de uma fonte oficial. Com relação aos pais, vale comunicá-los sobre a ação nas redes sociais durante as reuniões e apresentar o tipo de interação proposta com a turma.

sábado, 17 de setembro de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

continuação...





Contação de História II

A "Contação de História" do mês de agosto foi muito especial,além das crianças criarem a história a partir do título "Minhas Férias",eles também criaram os bonecos,todos feitos com material de sucata...Em grupos eles contaram como foram suas férias e até usaram o imaginário indo além do que foi solicitado...




Trabalhos de artes do 5°ano

Tartaruguinhas feitas com garrafas pet...




terça-feira, 9 de agosto de 2011

Artes

Para o dia das mães os alunos fizeram um "porta papel" com garrafa pet,ficou bonito e sai barato...





Contação de História

Acredito que incentivar a leitura para as crianças é um grande desafio do professor,por isso na tentativa de fazer com que as crianças gostem de ler,desenvolvi um projeto para que a leitura seja um prazer pra eles,cada mês acontece a contação de histórias,a partir da leitura de livros que eles mesmos escolhem,eles apresentam de forma criativa a história lida.As fotos abaixo foram do mês de abril,show de bola a turma do 5º ano da Escola Gustavo Nordlund,
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eles são muito criativos...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Gestão Escolar-Sugestão de livros



Uma coleção completa e atualizada para quem se interessa em gestão...

Gestão Escolar

Políticas Públicas


Planejamento e financiamento

Edição 172
12/2004



Escola particular e pública têm a mesma meta: qualidade

Para o diretor de escola particular e especialista em legislação educacional, não há como trabalhar na rede privada sem levar em conta o avanço no ensino público do Brasil

Lucita Briza (Lucita Briza)





Foto: Masao Goto FilhoEducação e qualidade são teclas que batem juntas quando se trata das necessidades do Brasil. E a prioridade nesse campo é, sem dúvida, o Ensino Fundamental na escola pública, à qual a maioria dos brasileiros tem acesso. O ensino privado, no entanto, participa da discussão sobre medidas a tomar para que o sistema responda aos anseios dos estudantes.



Filho e neto de professores e gestores de escola, Arthur Fonseca Filho dirige em Sorocaba (SP) um centro que oferece desde o Ensino Fundamental até o universitário, incluindo um Instituto Superior de Ensino e Formação de Gestores. Há anos, ele vem colocando sua vivência na escola particular a serviço das políticas educacionais públicas. Na reformulação dessas políticas, a primeira meta foi um salto quantitativo: a universalização do ensino básico. "Somos pobres mas pretensiosos, pois o que chamamos de Educação Básica vai dos 3 meses aos 17 anos de idade", diz. Esse objetivo não está totalmente cumprido, mas nos estados mais ricos o salto vem sendo ensaiado.



A segunda meta é impulsionar um salto qualitativo, o que, segundo Fonseca Filho, é um processo mais complexo e demorado. Ele dá sugestões sobre como a escola particular, com suas características próprias, pode interagir com a escola pública visando avanços na educação brasileira.



Por que demora para termos um ensino básico de qualidade?

Não há perspectiva de um progresso radical no curto prazo, a ser comemorado com fogos de artifício. As últimas avaliações da educação nacional mostram uma curva ascendente, mas os resultados não aparecem na hora. Já temos uma legislação federal suficientemente aberta para permitir que os diversos sistemas estaduais e municipais desenvolvam suas propostas educacionais. Mas partimos de um momento em que boa parte dos estados tinha professores com formação de nível médio ou nem desse nível. É preciso atender às exigências do Plano Nacional de Educação para que os educadores tenham no mínimo a licenciatura, o diploma que os habilita para a profissão. Evidentemente, a formação não é compatível com as exigências da educação que se pretende hoje. As competências que elas detêm são poucas.



Quais os caminhos para o aprimoramento do magistério?

Os incentivos à formação do professor dependem de uma série de atores. A educação pública está assentada primeiro nos sistemas municipais. São eles que contratam praticamente todos os professores da Educação Infantil e grande parte dos docentes do Ensino Fundamental. São eles ainda que remuneram, incentivam e são responsáveis pelos projetos de capacitação. Há também os sistemas estaduais com funções semelhantes, principalmente com relação às séries finais do Ensino Fundamental e ao Ensino Médio. E especificamente nessa última etapa da Educação Básica, há um enorme contingente de professores leigos - especialmente na área das ciências, porque não existem profissionais formados em número suficiente. É necessário um esforço enorme para capacitar esses professores.



Existe uma política da escola particular visando o aprimoramento de seus docentes?

Na rede privada, a questão da formação docente é menor do que nas redes públicas porque a instituição, por meio dos salários, consegue escolher um pessoal mais qualificado. O grande problema da maioria dos professores não é o domínio do conteúdo de sua matéria e sim um conhecimento de mundo. Aqueles que têm acesso a recursos tecnológicos, curiosidade e domínio da ciência e da leitura passam isso para seus alunos com paixão. Na medida em que se começa a refletir com os educadores sobre ações pedagógicas, definição de projetos interdisciplinares ou pluridisciplinares, o trabalho - viagens, experiências de laboratório, estudo do meio etc. - acaba dando resultados. Para isso, a escola particular está mais aparelhada.



O que se espera hoje de um educador?

Não idealizamos alguém que ensine um conteúdo pronto e acabado, mas que conduza o processo de aprendizagem frente a todos os avanços e desafios que o mundo está oferecendo. Nesse momento, pretende-se redefinir o modelo de formação docente. E isso foi feito. No Conselho Nacional de Educação, eu e a professora Guiomar Namo de Mello nos alinhamos com os que defendem um modelo de formação inicial de três anos, profissionalizante e voltado para a prática, mas que se completa com um projeto de educação continuada. Para que a formação profissional não se esgote nos três ou quatro primeiros anos, é preciso criar mecanismos que assegurem a busca pelas competências exigidas no trabalho. Não só capacitação em metodologia, mas também em conteúdo, em práticas de leitura, em hábitos culturais e de postura, em uso de recursos tecnológicos. Com isso, podemos dotar o Brasil de um sistema educacional que promova maior igualdade de oportunidades e possibilite maior acesso da sociedade ao que chamamos hoje de cidadania.



Existe concorrência entre a escola particular e a pública?

A maioria dos gestores de escolas privadas não enxerga competição entre escola pública e particular. Eles não querem receber alunos só porque não conseguiram vaga nas escolas estaduais ou municipais. Era o que acontecia há 30 ou mesmo há 80 anos, quando a instituição que dirijo surgiu para atender estudantes excluídos da rede pública.



Qual a missão da rede particular atualmente?

A principal missão da escola privada é a de, efetivamente, oferecer a melhor educação - sem apelo de marketing de dizer que está formando "o melhor aluno". O educador que atua junto aos jovens de classe média e média alta tem de fazer deles cidadãos responsáveis. Acho que as instituições privadas estão passando por um processo de depuração, e as que não mostrarem um bom desempenho, tanto no ensino quanto em responsabilidade social, podem falir. E os pais estão cobrando esses resultados.



Qual o tipo de convivência ideal entre a escola particular e a pública?

Talvez um pouco inspirado na minha trajetória pessoal e na de minha família de educadores, sempre entendi que não é possível alguém trabalhar com a escola particular sem enxergar o universo da coisa pública, que é a dimensão quantitativa da educação brasileira. Minha paixão é pela questão da educação como um todo e não vejo nenhum problema em trabalhar com os mesmos conceitos no âmbito público e privado.



Como as leis educacionais brasileiras tratam a rede pública e a privada?

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) é extremamente aberta e trata ambas com igualdade. Dá às duas ampla liberdade para definir seus projetos pedagógicos. Já entre os sistemas estaduais de ensino, que são os responsáveis pela supervisão das escolas privadas, há alguns mais abertos. Nos estados que possuem sistemas mais liberais surgem propostas extremamente interessantes, claras e diferenciadas.



De que maneira as experiências privadas bem-sucedidas podem ser aproveitadas pela rede pública?

Existem escolas públicas de altíssimo nível onde acontecem experiências riquíssimas. O que dificulta a ação da escola pública, que também tem docentes altamente qualificados, é a alta rotatividade do pessoal. O professor é da rede e não de uma unidade escolar. Quando se consegue montar um corpo docente eficiente, chega o fim do ano, metade dos professores são removidos e tem-se que começar tudo de novo. Já na rede particular não existe a mesma rotatividade, porque sem um corpo docente estável não há definição do projeto pedagógico. Nas escolas municipais do interior, por exemplo, onde o corpo docente da Educação Infantil e o do Ensino Fundamental são mais estáveis, há ótimos modelos de ensino público. E se também conseguirmos que o gestor da escola pública seja o responsável direto pelo sucesso da equipe encarregada do projeto de trabalho, como ocorre nas empresas, a melhora da escola básica virá mais depressa.



Na contramão do espírito de colaboração, muitas escolas incentivam a competição, visando maior sucesso de seus alunos no mercado de trabalho.



É verdade também que as empresas valorizam cada vez mais os projetos de cidadania dos seus talentos. Ora, esse tipo de trabalho tem de ser estimulado e cultivado pela escola de Educação Básica. Durante a vida escolar, o companheirismo, a solidariedade, o ser feliz e participante são tão importantes quanto disputar no mercado de trabalho e ganhar. É notório que os laços de amizade que unem ex-alunos de uma mesma escola se mantêm, às vezes se eternizam. Não acho que esse modelo de competição a qualquer hora e a qualquer preço vá vingar.



Qual o papel da escola particular na melhoria do ensino básico?

Servir de paradigma, de modelo. Estamos num momento histórico diferente daquele que já foi o mais propício para a escola privada. Portanto, ela tem de definir bem os seus projetos, tem que ter uma proposta pedagógica muito consistente e um trabalho muito eficiente para poder sobreviver. Mas o espaço para ela continua existindo.



Arthur Fonseca Filho



Membro da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), Arthur Fonseca Filho é licenciado em pedagogia e bacharel em direito. Especialista em legislação educacional, é diretor do Colégio Uirapuru e das Faculdades Uirapuru de Sorocaba (SP), cidade onde exerceu na década de 1990 o cargo de secretário municipal de educação. Entre 2000 e 2001, foi presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, que integrou durante dez anos.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Reflexão sobre o ato de educar...

Durante esta semana eu e uma colega estamos fazendo estágio com Educação Infantil,como sempre pesquisamos em sites,blogs e em teóricos para trazer os mais variados assuntos e atividades referentes à fase em questão.

Bem ao fazermos nossa fundamentação e baseadas em autores renomados e especialistas no assunto,como Freneit,Madalena Freire,observamos que todos afirmam que ao  trabalhar com crianças devemos ter o cuidado de trabalhar com a sua realidade,valorizando sempre  as suas experiências e vivências ,e assim através da prática educativa a criança vai construindo seu conhecimento.
Segundo Madalena Freire em seu livro"A paixão de conhecer o mundo" nos relata e afirma que:...se a prática educativa tem a criança como um dos seus sujeitos,construindo seu processo de conhecimento,não há dicotomia entre cognitivo e o afetivo,e sim uma relação dinâmica,prazerosa de conhecer o mundo...quando se tira da criança a possibilidade de conhecer este ou aquele aspecto da realidade, na verdade se está alienando-se da sua capacidade de construir seu conhecimento."

E dentro desse contexto muitas dúvidas nos surgiram,a realidade em sala de aula é outra,ou seja,muitas vezes a prática não anda junto com a teoria.

A pergunta é quem é o responsável por esse paradigma da educação?

O professor com falta de formação?
A escola que não  dá suporte aos educadores, não promovendo atividades que visem a aprendizagem?  
Falta de capacitação dos gestores?
Ou pior ainda a falta de comunicação entre a tríade pedagógica e os professores?

Não basta aos educadores fazer pós,mestrados e doutorados, se não souberem aplicar esses conhecimentos no cotidiano  escolar.

O que nos faz sermos melhores é a prática,é o chão da escola que nos faz aprender a ter realidade da realidade que nos cerca.

Afinal,a educação libertadora que prentendemos é realidade ou utópica?

Deixo uma citação de Libâneo para refletirmos sobre a nossa práxis educativa.

[...] a educação é uma atividade onde professores e alunos midiatizados pela realidade que aprendem e da qual extraem o conteúdo da aprendiazgem,atingem um nível de consciência dessa mesma realidade,a fim de nela atuarem,num sentido de transformação social[...].(libâneo,1996,p.33).


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Educação libertadora...

EDUCAÇÃO LIBERTADORA: UTOPIA OU REALIDADE



RESUMO




O presente trabalho conceitua Educação Libertadora, bem como, visa nos mostrar a educação na visão de Paulo Freire, seu mentor e idealizador. Para ele a educação deve realizar-se como prática da liberdade. Os caminhos da libertação só estabelecem sujeitos livres e a prática da liberdade só pode se concretizar numa pedagogia em que o oprimido tenha condições de descobrir-se e conquistar-se como sujeito de sua própria destinação histórica. Tento a realidade como mediador e objeto de aprendizado, a tendência libertadora funciona como abertura para uma sociedade democrática, preocupando-se também com o que está fora da escola em busca da emancipação do homem.






Palavras-chave: Educação; Libertação; Teoria e Prática.




1 INTRODUÇÃO


[...] a educação é uma atividade onde professores e alunos midiatizados pela realidade que apreendem e da qual extraem o conteúdo da aprendizagem, atingem um nível de consciência dessa mesma realidade, a fim de nela atuarem, num sentido de transformação social [...] (Libânio, 1996, p.33).




A citação de Libâneo está relacionada à tendência libertadora da Pedagogia Progressista iniciada por Paulo Freire no início dos anos 60. Enquanto a Pedagogia Liberal propõe uma adaptação do indivíduo à sociedade de classes, a Pedagogia Progressista pressupõe a análise crítica do capitalismo.




Também conhecida como Pedagogia de Paulo Freire, a tendência libertadora nasce em oposição aos métodos da época que não eram capazes ou não se preocupavam prioritariamente em formar cidadãos. Relacionando à citação de Libâneo, vê-se que, para Paulo Freire, cidadão é o indivíduo capaz de, na relação com a realidade, atuar num sentido de transformação social.


Também conhecida como “Escola Libertadora”, vincula a educação à luta e à organização da classe do oprimido. Revolucionária, divulga a transformação da sociedade e acreditava que a educação, por si só, não faria tal revolução, embora fosse uma ferramenta importante e fundamental nesse processo.


Sendo assim, o objetivo deste trabalho é compreender o que significa Pedagogia Progressista Libertadora, sob a ótica de Paulo Freire, bem como sua prática e teoria dentro do contexto educativo.




2 CONCEITO DE TEORIA E PRÁTICA


Na compreensão de Freire teoria é um princípio de inserção do homem na realidade como ser que existe nela, e existindo promove a sua própria concepção da vida social e política. Para confirmar esta opinião, vale à pena reler o texto.


De teoria, na verdade, precisamos nós. De teoria que implica uma inserção na realidade, num contato analítico com o existente, para comprová-lo, para vivê-lo e vivê-lo plenamente, praticamente. Neste sentido é que teorizar é contemplar. Não no sentido distorcido que lhe damos, de oposição à realidade [...] (Freire, 1979, p.93).


Com efeito, ao enfatizar o caráter contemplativo da teoria, Paulo Freire garante a inserção do homem na realidade. Ele deixa claro que teoria é sempre a reflexão que se faz do contexto concreto, isto é, deve-se partir sempre de experiências do homem com a realidade na qual está inserido, cumprindo também a função de analisar e refletir essa realidade, no sentido de apropriar-se de um caráter crítico sobre ela. Esse caráter de transformação tem uma razão de ser, pois provém antes de tudo, da sua vivência pessoal e íntima numa realidade contrastante e opressora, influenciando fortemente todas as suas idéias.


Compreende-se então, que teoria para Freire não será identificada se não houver um caráter transformador, pois só assim estará cumprindo sua função de reflexão sobre a realidade concreta.


A definição de prática em Paulo Freire está baseada inicialmente na relação entre "consciência servil" e "consciência do senhor”.




A prática não pode ater-se à leitura descontextualizada do mundo, ao contrário, vincula o homem nessa busca consciente de ser, estar e agir no mundo num processo que se faz único e dinâmico, melhor dizendo, é apropriar-se da prática dando sentido à teoria. Sobre essa conceituação assim se expressa Freire (1983, p.40). "[...] a práxis, porém, é ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo". Portanto, a função da prática é a de agir sobre o mundo para transformá-lo.




A relação entre teoria e prática centra-se na articulação dialética entre ambas, o que não significa necessariamente uma identidade entre elas. Significa assim, uma relação que se dá na contradição, ou seja, expressa um movimento de interdependência em que uma não existe sem a outra. Assim, cada coisa exige a existência do seu contrário, como determinação e negação do outro; na superação, onde os contrários em luta e movimento buscam a superação da contradição, superando-se a si próprios. Portanto, relação teoria e prática em Freire, não são apenas palavras, é reflexão teórica, pressuposto e princípio que busca uma postura, uma atitude do homem face ao homem e do homem face à realidade.




3. EDUCAÇÂO PROBLEMATIZADORA X EDUCAÇÂO BANCÁRIA


Freire não se limitou a analisar como são a educação e a pedagogia, mas mostra uma teoria de como elas devem ser compreendidas teoricamente e como se deve agir através de uma educação denominada Libertadora. Para ele, educação é um encontro entre interlocutores, que procuram no ato de conhecer a significação da realidade e na práxis o poder da transformação.


Entende-se por pedagogia em Freire, a ação que pode e deve ser muito mais que um processo de treinamento ou domesticação; um processo que nasce da observação e da reflexão e culmina na ação transformadora.


Em oposição à pedagogia do diálogo, Paulo Freire desnuda a concepção bancária de educação; é uma crítica à educação que existe no sistema capitalista. Nessa concepção:


O educador é o que educa; os educandos, os que são educados; o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem; o educador é o que pensa; os educandos, os pensados; o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente; o educador é o quedisciplina; os educandos, os disciplinados; o educador é o que opta e prescreve sua opção; os educandos os que seguem a prescrição; o educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que atuam; o educador escolhe o conteúdo programático; os educandos se acomodam a ele; o educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que opõe antagonicamente à liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele; o educador, finalmente, é o sujeito do processo; os educandos, meros objetos (Freire, 1983, p.68).


Este desnudamento serve de premissa para visualizar o poder do educador sobre o educando e como conseqüência à possibilidade de formar sujeitos ativos, críticos e não domesticados. A Educação Bancária se alicerça nos princípios de dominação, de domesticação e alienação transferidas do educador para o aluno através do conhecimento dado, imposto, alienado.




De fato, nessa concepção, o conhecimento é algo que, por ser imposto, passa a ser absorvido passivamente.


Na visão "bancária" da educação, o "saber" é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber. Doação que se funda numa das manifestações instrumentais da ideologia da opressão - a absolutização da ignorância, que constitui o que chamamos de alienação da ignorância, segundo a qual esta se encontra sempre no outro (Freire, 1983).


Como se vê, a opressão é o cerne da concepção bancária. Para analisar esta concepção que se fundamenta no antidiálogo, Freire (1983) apresenta características que servem à opressão. São elas: a conquista, a divisão, a manipulação e a invasão cultural.


Um dos principais eixos da educação libertadora proposta por Freire é o combate acirrado à dominação e opressão dos “de baixo”. Esses podem ser entendidos como os excluídos da sociedade capitalista, os “demitidos da vida”, os “esfarrapados do mundo”. Sua obra acredita na intenção de mudança, presente em cada ser humano, na conscientização dos “de baixo” que são, a todo instante, explorados pelos “de cima.”


O comprometimento com a transformação social é a premissa da educação libertadora.




[...] a educação é uma atividade onde professores e alunos [...] atingem um nível de consciência [...] [da realidade], a fim de [...] atuarem, num sentido de transformação social. Libâneo (1996, p.33)


Ao contrário da educação libertadora, a concepção bancária de educação não exige a consciência crítica do educador e do educando, assim como o conhecimento não desvela os "porquês" do que se pretende saber. Eis porque a educação bancária oprime, negando a dialogicidade nas relações entre os sujeitos e a realidade.


Paulo Freire propõe uma nova concepção da relação pedagógica. Não se trata de conceber a educação apenas como transmissão de conteúdos por parte do educador. Pelo contrário, trata-se de estabelecer um diálogo, isso significa que aquele que se educa, isto é, está aprendendo também.


A pedagogia tradicional (educação bancária) também afirmava isso, só que em Paulo Freire o educador também aprende do educando da mesma maneira que este aprende dele. Não há ninguém que possa ser considerado definitivamente educado ou definitivamente formado. Cada um, a seu modo, junto com os outros, pode aprender e descobrir novas dimensões e possibilidades da realidade na vida. A educação torna-se um processo de formação mútua e permanente.




4 CONCLUSÃO


O modelo de educação proposto por Paulo Freire se diferencia da educação tradicional, pois abomina dentre outras coisas a dependência dominadora, que inclui dentre outras a relação de dominação do educador sobre o educando.


O objetivo e o direcionamento da pedagogia de Paulo Freire, como explicitado por Libâneo, é atingir um nível de consciência da realidade. Mas é importante observar que este direcionamento não perde de vista as diferenças entre homens e crianças, como relata o Paulo Freire (1989, p.53) falando de sua experiência de leitura do mundo:


Mas, é importante dizer, a “leitura” do meu mundo, que me foi sempre fundamental, não fez de mim um menino antecipado em homem, um racionalista de calças curtas. A curiosidade do menino não iria distorcer-se pelo simples fato de ser exercida, no que fui mais ajudado do que desajudado por meus pais.


Desta forma, Paulo Freire opõe-se à Pedagogia Tradicional uma vez que ele não considera a criança como um adulto em miniatura, mas como ser portador de suas próprias especificidades.


A pedagogia de Paulo Freire propõe um ensino na base do diálogo, a liberdade e ao exercício de busca ao conhecimento participativo e transformador. Uma educação que esteja disposta a considerar o ser humano como sujeito de sua própria aprendizagem e não como mero objeto sem respostas e saber. Sua vivência, sua realidade e essencialmente sua forma de enxergar e ler o mundo precisam ser considerados para que esta aprendizagem se realize.


Através da prática Paulo Freire construiu sua teoria, por meio da ação construiu a esperança, através da militância, espalhou conhecimentos. Esses elementos demonstram a sua contribuição inegável para a educação brasileira. Contribuição que na maioria das vezes, deixou de merecer o devido reconhecimento de seu próprio país, apesar de reconhecida no restante do mundo.


Ao finalizar este trabalho, ficou-me claro que a pedagogia de Paulo Freire, era baseada na libertação do homem por meio da educação. Uma pedagogia que valorizava o sujeito e sua cultura, e que deveria se constituir em instrumento de autonomia do homem, e acima de tudo, uma pedagogia de respeito e ética ao ser humano.




5 REFERÊNCIAS


LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1996.


FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 17. ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra,1979.


______. Pedagogia do Oprimido. 13. ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra,1983.


. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1989

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Gestão escolar(3)



Um caminho longo a ser construído...

Temos que nos concientizar que uma gestão democrática é a forma mais eficaz de se construir uma educação voltada para a democracia,a cidadania que tanto queremos...

A escola não é a única responsável pela educação,todos somos convocados para essa batalha.

Uma gestão tem que ser marcada pelo envolvimento de todos,ou seja, pais,alunos,funcionários,professores, e acima de tudo,tem que ser autonoma,democrática,eficaz,baseada no diálogo,procupada com a "Educação".

Segundo Paulo Freire(1987,p.47): "Se o diálogo é o encontro dos homens para SER MAIS,não pode fazer-se na desesperança.Se os sujeitos no diálogo nada esperam do seu que fazer,já não pode haver diálogo.O seu encontro é vazio e estéril.É burucrático e fastidioso."

quinta-feira, 22 de julho de 2010

gestão escolar(2)

Gestão Escolar - Introdução



Por Conteúdoescola


21 de julho de 2004


...






O conceito de Gestão Escolar - relativamente recente - é de extrema importância, na medida em que desejamos uma escola que atenda às atuais exigências da vida social: formar cidadãos, oferecendo, ainda, a possibilidade de apreensão de competências e habilidades necessárias e facilitadoras da inserção social.






Para fim de melhor entendimento, costuma-se classificar a Gestão Escolar em 3 áreas, funcionando interligadas, de modo integrado ou sistêmico:

Gestão Pedagógica Gestão de Recursos Humanos Gestão Administrativa


Gestão Pedagógica Gestão de Recursos Humanos Gestão Administrativa






1. Gestão Pedagógica


É o lado mais importante e significativo da gestão escolar.


Cuida de gerir o área educativa, propriamente dita, da escola e da educação escolar.


Estabelece objetivos para o ensino, gerais e específicos. Define as linhas de atuação, em função dos objetivos e do perfil da comunidade e dos alunos. Propõe metas a serem atingidas. Elabora os conteúdos curriculares. Acompanha e avalia o rendimento das propostas pedagógicas, dos objetivos e o cumprimento de metas. Avalia o desempenho dos alunos, do corpo docente e da equipe escolar como um todo.






Suas especificidades estão enunciadas no Regimento Escolar e no Projeto Pedagógico (também denominado Proposta Pedagógica) da escola. Parte do Plano Escolar (ou Plano Político Pedagógico de Gestão Escolar) também inclui elementos da gestão pedagógica: objetivos gerais e específicos, metas, plano de curso, plano de aula, avaliação e treinamento da equipe escolar.






O Diretor é o grande articulador da Gestão Pedagógica e o primeiro responsável pelo seu sucesso. É auxiliado nessa tarefa pelo Coordenador Pedagógico (quando existe).






2. Gestão Administrativa


Cuida da parte física (o prédio e os equipamentos materiais que a escola possui) e da parte institucional (a legislação escolar, direitos e deveres, atividades de secretaria).


Suas especificidades estão enunciadas no Plano Escolar (também denominado Plano Político Pedagógico de Gestão Escolar, ou Projeto Pedagógico) e no Regimento Escolar.






3. Gestão de Recursos Humanos


Não menos importante que a Gestão Pedagógica, a gestão de pessoal - alunos, equipe escolar, comunidade) constitui a parte mais sensível de toda a gestão.






Sem dúvida, lidar com pessoas, mantê-las trabalhando satisfeitas, rendendo o máximo em suas atividades, contornar problemas e questões de relacionamento humano fazem da gestão de recursos humanos o fiel da balança - em termos de fracasso ou sucesso - de toda formulação educacional a que se pretenda dar consecução na escola.






Direitos, deveres, atribuições - de professores, corpo técnico, pessoal administrativo, alunos, pais e comunidades - estão previstos no Regimento Escolar.






Quando o Regimento Escolar é elaborado de modo equilibrado, não tolhendo demais a autonomia das pessoas envolvidas com o trabalho escolar, nem deixando lacunas e vazios sujeitos a interpretações ambíguas, a gestão de recursos humanos se torna mais simples e mais justa.






A organização acima - gestões pedagógica, administrativa e de recursos humanos - correspondem a uma formulação teórica, explicativa, pois, na realidade escolar, as três não podem ser separadas mas, isto sim, devem atuar integradamente, de forma a garantir a organicidade do processo educativo.



A fonte desta postagem:Conteúdo escola- O portal do educador

Conselhos Escolares - Educar para Crescer

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